Economia

Mar que separa Portugal e a Colômbia é um mar de oportunidades, diz Passos

Pedro Passos Coelho na Colômbia Reuters

A poucas horas de terminar o périplo pela América do Sul, o primeiro-ministro encontrou-se com empresários portugueses e colombianos em Bogotá, onde voltou a "piscar o olho" ao investimento estrangeiro em Portugal. O chefe do Governo prometeu aos empresários estrangeiros via verde para entrarem em Portugal e aos portugueses prometeu que, no final do ano, a banca terá mais condições para os ajudar na exportação.

O primeiro-ministro Passos Coelho considerou hoje que o mar que separa Portugal e a Colômbia é um mar de oportunidades e, por isso, lançou um desafio aos empresários colombianos.

«Explorem com realismo mas também com uma elevada ambição este mundo de oportunidades. [Ou seja], olhem para o processo de privatizações em Portugal com o mesmo interesse que podem olhar para a União Europeia e para os países lusófonos», afirmou.

O chefe do Governo português está decidido a captar investimento e repetiu, na Colômbia, a estratégia de sedução usada no Peru e no Brasil.

«Portugal não é apenas uma porta de entrada para a Europa ou para o Mediterrâneo. É também uma porta de entrada natural para o mundo lusófono, constituído apenas por oito países que falam português mas que abarcam quatro continentes», defendeu.

Passos quer que Portugal e a Colômbia abram novos mundos ao mundo e assumiu o compromisso de apoiar os empresários dos dois países.

«Vemos o nosso relacionamento a partir de um ângulo estratégico, uma estrada com dois sentidos», realçou o primeiro-ministro, tranquilizando os empresários portugueses com vontade, mas sem dinheiro.

«Os bancos portugueses estarão em condições até ao final deste ano, uma vez completo o processo de recapitalização, de poder restabelecer canais de crédito e financiamento mais regular à economia privada portuguesa», assegurou.

E se a banca garante o dinheiro, o presidente Colombiano garantiu parceiros ideais de negócios. Juan Manuel Santos visita Portugal em novembro, altura em que os dois países esperam ter uma relação aborrecida, mas sólida e de longo prazo.

Redação