Perante um presente difícil, Cavaco Silva recordou que os jovens podem ser amparados pelo seu «nível de qualificações, que lhes permite serem valorizados em qualquer parte do mundo».
O Presidente da República voltou a defender a importância da educação e da qualificação, ao considerar que ninguém se deve deixar condicionar pelas condicionantes de um presente complicado.
Ao receber os Empresários pela Inclusão Social (EPIS), Cavaco Silva pediu um novo impulso pela justiça social e pela integração e frisou que é preciso demonstrar que aqueles que menos estudam são os mais desfavorecidos, apesar do forte desemprego.
«É fundamental que haja um novo impulso coletivo de organização e ação pela justiça social e integração sem o que as desigualdades irão acentuar-se», explicou o chefe de Estado.
Neste encontro com a EPIS, Denilson contou que o seu pai morreu há 11 anos e que desde daí a mãe deste jovem «tem trabalho dia e noite para que não nos falte nada».
«Tem nos dado uma educação exemplar. Sempre que me falta alguma coisa o meu voluntário Diogo Godinho tem-me ajudado e é por isso que digo que ele é um anjo sem asas, mas que sabe voar e fazer as pessoas voar», acrescentou.
Denilson falava sobre o seu mentor Diogo Silveira Godinho, da Galp, que está a ajudar desde os 15 anos este jovem tímido e introvertido, um dos 12 irmãos de uma família carenciada.
O Presidente da República pretende que hajam mais exemplos destes, tendo pedido que mais empresas se associem à EPIS e dito que é preciso lembrar que estudar traz mais oportunidades.
«Podemos hoje lamentar e, com toda a razão, o êxodo de muitos jovens que não têm trabalho no nosso país. Mas se alguma coisa os pode amparar entretanto é sem dúvida o seu nível de qualificações, que lhes permite serem valorizados em qualquer parte do mundo», concluiu.