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Plágios não deixam o inventor chinês do cigarro eletrónico enriquecer (vídeo)

O cigarro eletrónico tem cada vez mais adeptos em todo o mundo, mas o seu inventor chinês teve que lutar até agora para beneficiar do invento, por causa de litígios relacionados com patentes.

«Não sou rico, por causa dos problemas que a minha empresa teve que enfrentar», explica Hon Lik, de 57 anos, a partir do seu escritório de Pequim, ele que é co-fundador da marca Ruyan ("como um cigarro" em chinês), e que os fabrica em Pequim há mais de 10 anos.

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O modelo básico do Ruyan é vendido a 68 yuan (11 dólares), o negócio vai de vento em popa e as suas patentes deveriam render em breve 75 milhões de dólares.

A quantia parece volumosa, mas é muito inferior à que esperava Hon Lik, que há anos luta por fazer respeitar as suas patentes e para contrabalançar campanhas hostis da imprensa.

O cigarro eletrónico funciona como um vaporizador pelo qual se inala uma solução com nicotina. As vendas subiram nos últimos anos, abrindo um mercado mundial com mais de 2 mil milhões de dólares, segundo a Euromonitor, empresa de análise económica.

Os fabricantes destacam a ausência de alcatrão e outros contaminantes, que o tornariam muito menos nocivos que o cigarro comum.

A ideia de um cigarro elétrico remonta aos anos 1960 nos Estados Unidos, mas Hon Lik é geralmente reconhecido como o primeiro a ter desenvolvido uma versão comercial confiável.

Enquanto Hon Lik defendia os seus produtos dos artigos da imprensa e do governo chinês, a concorrência florescia na China e no exterior com um produto similar.

Obra de meros plagiadores, segundo Hon, para quem «os cigarros vendidos no mercado são falsificações das nossas patentes», registadas pela Dragonite International, a empresa que dirige em Hong Kong.

France Press