Genérico do Viagra chegou às farmácias há um ano. Vendas duplicaram. Médicos dizem que apesar da queda dos preços ainda há doentes sem dinheiro para comprar os comprimidos.
A Sociedade Portuguesa de Andrologia diz que é preciso comparticipar a compra de Viagra ou dos genéricos com a mesma substância activa. O presidente desta sociedade afirma que apesar da queda dos preços e do duplicar das vendas com a chegada dos genéricos, ainda existem doentes a precisar destes tratamentos sem têm dinheiro para comprar os medicamentos.
Os números do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) enviados à TSF revelam que em 2013 venderam-se 115 mil embalagens com a substância activa do Viagra (sildenafil).
Com a perda da patente e a chegada dos genéricos, nos primeiros 9 meses de 2014 subiram para 210 mil as embalagens vendidas. Na mesma comparação, em dinheiro a despesa com estes medicamentos passou de 4,9 para 5,3 milhões de euros.
À TSF, o presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia diz que estamos perante uma boa notícia pois existiam doentes que, por falta de dinheiro, nem sequer começavam a terapêutica. Pepe Cardoso sublinha que «o bem estar sexual de um doente faz parte da saúde geral e alguém que não está bem sexualmente vai ter depressões, problemas com a família e ter conflitos, por exemplo, no trabalho, sendo menos produtivos».
No entanto, mesmo com o genérico, por falta de dinheiro, ainda existem doentes a 'fugir' do Viagra e o representante da Sociedade Portuguesa de Andrologia desconhece o que leva o Estado a não comparticipar estes medicamentos.
Pepe Cardoso diz que nada justifica esta situação pois a «saúde sexual é tão importante como tudo o resto» e «podíamos resolver mais facilmente alguns problemas de alguns doentes que não têm dinheiro para manter estes tratamentos».
A Sociedade Portuguesa de Andrologia lamenta ainda a falta de locais, no Serviço Nacional de Saúde, onde seja possível ter consultas desta especialidade que trata a saúde sexual dos homens.