Responsáveis políticos europeus e dos Estados Unidos estiveram reunidos esta manhã em Paris para debater a adoção de medidas de combate ao terrorismo, na sequência dos atentados registados nos últimos dias na capital francesa.
Os ministros do Interior de onze países europeus, juntamente com o responsável norte-americano da Justiça, querem reforçar a deteção e o controlo dos europeus que atravessam as fronteiras da União Europeia, segundo uma declaração conjunta.
De acordo com o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, é preciso «conduzir muito rapidamente os trabalhos sob a responsabilidade da Comissão [Europeia] para reforçar, sem alterar o direito europeu, os controlos dos cidadãos europeus quando atravessam as fronteiras exteriores da União».
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As declarações foram proferidas no final da reunião que decorreu hoje em Paris, convocado no seguimento dos incidentes violentos dos últimos dias na região da capital francesa, que começaram com o ataque à sede do jornal satírico Charles Hebdo, na quarta-feira, no qual morreram 12 pessoas.
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Depois deste encontro, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, anunciou que o país vai realizar uma conferência internacional sobre como lutar contra o «extremismo violento em todo o mundo», no seguimento dos ataques em Paris. A reunião vai decorrer no dia 18 de fevereiro, em Washington, acrescentou o responsável norte-americano.
Esta manhã, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros defendeu maior rigor no controlo das fronteiras da União Europeia. Esta manhã, numa entrevista à rádio Europe 1, Laurent Fabius, pediu ao parlamento europeu que desbloqueie com rapidez o mecanismo que permite essa vigilância.
«Podemos ter uma lista de todos aqueles que viajam para fora do espaço europeu. Esse mecanismo está parado no Parlamento Europeu e espero que seja desbloqueado. Portanto é preciso tomar medidas de segurança. Em segundo lugar, é preciso tomar medidas sociais e educativas e por último medidas internacionais como o fim do conflito entre a Palestina e Israel», afirmou o ministro.
Também a Espanha defende um controlo mais apertado de fronteiras. Em entrevista ao jornal El País, o ministro da administração interna revela que os responsáveis europeus vão ativar mecanismos de vigilância fronteiriça na União Europeia.
Esses mecanismos, disse o ministro espanhol, podem implicar limites à livre circulação definida no acordo de Schengen. O objetivo, acrescentou, é combater o terrorismo, nomeadamente, o extremismo islâmico.