Mundo

Primeiro-ministro belga diz que o «medo deve mudar de lado»

REUTERS/Eric Vidal

O primeiro-ministro belga defendeu hoje que o medo deve passar para o campo dos terroristas, após uma reunião de emergência na sequência da operação policial que provocou a morte de dois 'jihadistas' suspeitos de planearem «atentados de grande envergadura».

«O medo deve mudar de lado», afirmou Charles Michel no final da reunião com os serviços de emergência e os ministros de Interior, Jan Jambon, e da Justiça, Koen Geens.

«Isto demonstra a determinação do governo belga em combater todos aqueles que pretendem semear o terror. O medo deve mudar de lado», declarou o primeiro-ministro, citado pelo seu porta-voz, numa altura em que está em marcha uma operação antiterrorista na Bélgica.

Dois suspeitos foram mortos e um terceiro ficou gravemente ferido pela polícia, que atuou de emergência em Verviers, no leste do país, depois de ter conhecimento de que estavam em preparação «atentados de grande envergadura». A polícia belga desencadeou uma vasta operação contra um grupo composto por pessoas que tinham regressado da Síria e que «estavam na iminência de cometer atentados de grande envergadura», referiu hoje um porta-voz da procuradoria federal.

A procuradoria precisou que a ameaça era dirigida contra as forças policiais e que o nível de alerta foi colocado no nível três (numa escala de quatro) nas esquadras de polícia e 'campus' de justiça. Segundo a procuradoria, não foi estabelecida «até ao momento»" qualquer ligação entre a operação policial 'anti-jihadista' desencadeada hoje no país e os atentados de Paris da passada semana.

A agência Belga sublinhou que a investigação sobre este grupo foi iniciada antes do ataque contra o jornal satírico parisiense Charlie Hebdo, em 07 de janeiro, e implicou uma vasta operação da polícia belga, hoje desencadeada, para evitar um «atentado de grande envergadura» que estaria em preparação.

Redação