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O dia de todas as decisões na Grécia

TSF/Joana de Sousa Dias

As assembleias de voto da Grécia abriram esta manhã às 07h00 locais (05h00 em Lisboa) para as eleições legislativas, em que é apontado como favorito o Syriza, partido de esquerda e contra a austeridade. Do outro lado está o atual líder, Antonis Samaras.

Na Grécia, a escolha é entre a segurança e os problemas, diz Antonis Samaras, o líder conservador. Já Alexis Tsipras, líder do Syriza, sublinha que a escolha é entre a austeridade e a dignidade.

Os líderes dos dois principais partidos candidatos à formação de governo na Grécia votaram esta manhã. À saída dos locais de voto, ambos falaram aos jornalistas.

Alexis Tsipras, apontado pelas sondagens como o favorito nas eleições deste domingo, defendeu que há um caminho alternativo à austeridade e avisou a União Europeia (UE) que o futuro da Europa «não está na austeridade, mas na dignidade e a coesão».

«Hoje o povo grego vai dar o último passo para recuperar sua dignidade, para viver um futuro com solidariedade, para o regresso da esperança, o fim do medo, o regresso da democracia e a dignidade em nosso país», disse Tsipras após votar em Atenas.

Já Antonis Samaras, atual primeiro-ministro e a líder da Nova Democracia, acredita que ainda pode ser reeleito apesar de as sondagens apontarem para a vitória do Syriza.

Em declarações aos jornalistas, depois de depositar o seu voto no colégio eleitoral de uma pequena localidade de Pilos, ao sul de Peloponeso, Samaras defendeu que nestas eleições os gregos vão decidir se seguem em frente, fortes e com segurança ou se vão mergulhar em problemas.

«Estas eleições são decisivas para o futuro da Grécia e dos nossos filhos. Vamos decidir se seguimos em frente, com força, segurança e confiança, ou se embarcamos numa aventura. Há um número nunca antes visto de pessoas que continuam indecisas, serão elas a determinar o resultado. Estou otimista, pois acredito que ninguém irá colocar em dúvida o rumo europeu do nosso país», disse o líder conservador.

Por outro lado, o líder do To Potami, Stavros Theodorakis, que concorre pelo terceiro lugar com o movimento neonazi Aurora dourada, os socialistas do Pasok e os comunistas do KKE, afirmou ao votar em Jania, Creta, que a Grécia vai «castigar os partidos políticos que provocaram esta situação».

A Grécia «parece que decidiu mudar de primeira força política e castigar os que conduziram a esta situação, a Nova Democracia e o Pasok», adiantou o líder do partido To Potami.

No total, cerca de 9,8 milhões de eleitores vão votar para eleger 300 deputados. Os resultados oficiais devem ser conhecidos às 21h00, hora de Lisboa.

Redação