Uma gestora de fundos dos EUA comprou por 200 milhões de euros os ativos imobiliários do "resort" algarvio de Vilamoura. Com este negócio os espanhóis do Catalunya Banc venderam o empreendimento por quase metade do valor que compraram há onze anos ao empresário de turismo André Jordan.
O negócio com os espanhóis foi feito em 2004, mas cinco anos depois de ter sido avaliada em seiscentos milhões de euros Vilamoura é vendida por um valor três vezes mais baixo.
Ainda assim, de acordo com o jornal eletrónico Dinheiro Vivo, esta foi a maior operação de venda de terrenos no país nos últimos sete anos e o maior negócio de investimento nos últimos oito.
Na corrida para a compra de Vilamoura estava uma empresa de promoção chinesa, além dos americanos da Lone Star e da Cerebrus.
A Lone Star, uma gestora de fundos de vários tipos, alguns deles imobiliários, que foi fundada no Texas há vinte anos, levou a melhor com uma oferta de duzentos milhões de euros. Desde 1995, a empresa norte-americana já soma 14 fundos com ativos avaliados em 54 mil milhões de euros.
Para este fundo, a compra do "resort" de Vilamoura representa uma diversificação do imobiliário comercial ou de escritórios em que se especializou. Para além da concessão da Marina de Vilamoura, o fundo passa a deter os activos imobiliários já construídos e cerca de dois mil hectares de terrenos ainda por edificar.
Destes dois mil hectares, junto à marina e à praia da Falésia só podem ser feitas casas em 700 mil metros quadrados, mas para os especialistas isso requer muito investimento da parte dos novos proprietários.
Um desses investimentos é a "Cidade Lacustre", um "resort" de luxo construído sobre lagos e canais navegáveis, onde se tem acesso de barco às habitações.