Os socialistas querem assim comparar quais são as medidas com melhores resultados. Se as do PS no cenário macroeconómico, se as da maioria no Programa de Estabilidade e Crescimento.
João Galamba, deputado socialista e um dos economistas que ajudou a elaborar o cenário macroeconómico no qual o PS se vai inspirar para traçar o programa eleitoral, garantiu no Fórum TSF que se há falta de rigor em algumas contas, essas contas não são as dos socialistas. "Quem prometeu mundos e fundos e quem mentiu aos portugueses [...] foi Pedro Passos Coelho nas eleições de 2011. O Partido Socialista não quer fazer isso e é por essa razão que teve a preocupação que teve neste exercício: de rigor e fiabilidade".
O deputado afirma que " se há coisa que o relatório ontem apresentado pelos economistas do PS tem de vantagem face ao do governo [...] é exatamente transparência, rigor e esta preocupação dos resultados a que chegamos poderem ser discutidos e escrutinados pelos outros". O mesmo, diz o deputado "não pode ser dito do Programa de Estabilidade e Crescimento que vai hoje a debate no Parlamento apresentado pelo governo de Passos Coelho".
No Fórum TSF o deputado afirmou que "o primeiro-ministro entende que o problema do país é salários altos e demasiados direitos para as pessoas e acha que se esmagar direitos e cortar salários a economia dispara. Nós achamos que isto não tem pés nem cabeça".
Foi tendo isso em mente que João Galamba desafiou Passos Coelho a sujeitar "as medidas apresentadas, pouco transparentes e sem dados no seu programa de estabilidade e crescimento ao modelo que o PS utilizou no seu relatório para calcular os efeitos e, aí sim, comparar" os resultados das medidas.