Saúde

Sindicalistas abandonam edifício do Ministério da Saúde

Pedro Rocha / Global Imagens

Os dirigentes sindicais da saúde, que estiveram concentrados na entrada do ministério, abandonaram o local cerca das 18:00. Os sindicalistas receberam a promessa de uma reunião com a tutela daqui a um mês, uma data que os deixou insatisfeitos.

A reunião, agendada com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Teixeira, e não com o ministro, como pretendiam, ocorrerá já depois de uma greve nacional dos trabalhadores da saúde, anunciada para 15 de maio.

Algumas dezenas de dirigentes e delegados sindicais do setor da saúde concentraram-se, pelas três da tarde, na entrada do Ministério da Saúde, em Lisboa, para exigir a marcação de uma reunião com o ministro Paulo Macedo.

Luís Pesca, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, disse que foi marcada uma reunião, mas com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Teixeira, e para 26 de maio.

A mesma fonte acrescentou que a maioria dos manifestantes eram dirigentes e delegados dos sindicatos do setor da saúde afetos à federação, que saíram insatisfeitos do ministério, face "ao prolongamento do prazo" para a realização da reunião.

"Só vem reforçar os níveis de grande adesão à greve", vaticinou Luís Pesca.

A reunião com o ministro da Saúde foi pedida numa carta enviada a 17 de abril, tendo Paulo Macedo remetido para a secretaria de Estado, que não deu qualquer resposta, de acordo com o mesmo dirigente sindical. Os sindicalistas entregaram hoje no Ministério da Saúde uma nova carta em que pedem ao ministro uma reunião "com caráter de urgência".

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais anunciou, durante a concentração, a entrega na terça-feira de um pré-aviso de greve nacional de 24 horas dos trabalhadores da saúde, para 15 de maio.

Redação