Economia

IMT: o imposto que rendeu mais 20% em 2015 deixa de contar para os municípios

Global Imagens

Imposto Municipal sobre Transações Onerosas rende cada vez mais aos municípios, mas vai ser substituído. Autarquias deixam de poder contar com essa receita.

A saúde financeira dos municípios portugueses melhorou em 2015, em parte devido ao crescimento da receita. Mas há um imposto que a partir do próximo ano vai deixar de encher os cofres das autarquias: o Imposto Municipal sobre Transações Onerosas de Imóveis (IMT) rendeu, em 2015, mais 20% do que no ano anterior: foram mais 95 milhões que ajudaram a acertar as contas dos concelhos, num total de 580 milhões de euros.

Os números impressionam, e ilustram a preocupação dos autarcas face à substituição, planeada para 2017 e 2018, do IMT por uma taxação em sede de imposto de selo, que reverterá para a Administração Central.

No Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, a Ordem dos Contabilistas Certificados recorda a decisão, que vem do Governo de Passos Coelho, e alerta que as autarquias terão de ser compensadas por esta futura perda de receita através de formas alternativas de cobrança ou de repartição de impostos estaduais.

Hugo Neutel