Cultura

Curta "Cidade Pequena" fala de família, tempo e morte

Clemens Bilan/EPA

O realizador Diogo Costa Amarante é um dos cinco portugueses em competição no festival de cinema Berlinale, apresentando "Cidade Pequena" no certame alemão.

"Há uma sensação que eu tenho de que realmente são temas universais, e quando digo universais digo no sentido do mundo, uma angústia que é comum a toda a gente e que pode ser o ponto de ligação mais genuíno que, nós humanos, conseguimos ter uns com os outros: família, morte e passagem do tempo", disse Diogo Costa Amarante à TSF.

A curta conta a história de Frederico, sobrinho do realizador, e as aprendizagens escolares sobre o corpo humano e a consciência da mortalidade, sendo que se transforma numa abordagem autobiográfica de Diogo Costa Amarante.

"Há aquela história de fundo em relação ao meu sobrinho, que me remeteu a um episódio que aconteceu comigo quando era mais novo e foi uma desculpa [para] pegar nessa história que, de alguma forma, me levou para a infância, e de volta à cidade onde eu cresci e falar de um bocadinho de algumas que senti naquele meio", explicou o realizador.

Mais do que escolher entre ficção e autobiografia, Costa Amarante pretende apresentar "uma perspetiva real com imagens muito manipuladas".

"Cidade Pequena" é um filme desconcertante e inesperado mas pretende ser "simples", disse o realizador.

A curta-metragem estreou em julho de 2016 no Festival Internacional de Cinema de Vila do Conde e tem exibição marcada em Berlim para sábado, 11 de fevereiro.

Além da curta "Cidade Pequena", o certame conta com a presença de outras três curtas-metragens portuguesas, de Salomé Lamas, Gabriel Abrantes e João Salaviza, além de "Colo", de Teresa Villaverde, em competição na secção principal do festival Berlinale.

O festival de cinema da capital alemã decorre de 9 a 19 de fevereiro.

Sara de Melo Rocha