Cultura

Conheça o "hotel com a pior vista do mundo"

banksy.co.uk

Hotel fica na Cisjordânia e a decoração ficou a cargo de Banksy, cujas obras de arte refletem temas como a guerra, a pobreza infantil e o meio ambiente. A identidade do artista permanece um mistério.

Um hotel palestiniano, repleto de obras de arte da autoria do misterioso artista de rua britânico Banksy e erigido junto ao muro construído por Israel na cidade de Belém, foi esta sexta-feira apresentado aos jornalistas. Na apresentação da nova casa de hóspedes, o proprietário apelidou-a sarcasticamente de "hotel com a pior vista do mundo".

Wisam Salsaa, de 42 anos, revelou que o estabelecimento de nove quartos, chamado Hotel Walled-Off, será oficialmente inaugurado no dia 11 de março, mas permitiu a um grupo de jornalistas uma visita, com vista direta para a barreira de separação da Cisjordânia, erguida por Israel. O muro está intensamente decorado por pinturas de diversos artistas, tendo Banksy já pintado vários murais na parede.

O grande destaque do hotel é o quarto número três, conhecido como "O quarto de Banksy", no qual os hóspedes dormem numa cama 'king-size' sob uma pintura de Banksy que ilustra um palestiniano e um israelita numa luta de almofadas. O hotel também possui uma suíte presidencial e um museu com o trabalho de pendor mais político do artista.

Banksy fez anteriores incursões nos territórios palestinianos. Numa visita secreta, pintou uma menina a ser puxada para cima por balões, na barreira junto à qual se encontra agora o seu projeto atual.

Em 2016, acredita-se que terá entrado furtivamente em Gaza para pintar quatro murais de rua, um dos quais numa porta de metal, que retrata a deusa grega Niobe encolhida junto aos escombros de uma casa destruída. A pintura, intitulada "Danos de uma bomba", foi desenhada na parte restante de uma casa de dois andares, que foi destruída na guerra de 2014.

Os trabalhos satíricos do artista - ratos, polícias a beijarem-se, polícias de choque com caras de 'smileys' amarelos - apareceram inicialmente em paredes de Bristol, antes de se espalharem por Londres e depois pelo resto do mundo.

TSF com Lusa