primeira

Um poema de Natal para si

Um poema de António Nobre lido por Fernando Alves.

O meu Natal

A noite de Natal. Em meu País, agora

O que não vai até romper o dia, a aurora!

As mesas de jantar na cidade e na aldeia

à luz das velas, ou à luz duma candeia,

entre risadas de crianças e cristais

(de que me chegam até mim só ais, só ais!).

Dois milhões de almas e outros tantos corações,

ponde de parte ódios, torturas, aflições,

que o mel suaviza e faz adormecer o vinho:

são todas em redor de uma toalha de linho!

Redação