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Dois capacetes azuis mortos e 18 feridos na República Democrática do Congo

Eduardo Munoz/Reuters

As Nações Unidas revelaram que o ataque, no leste do país, foi atribuído a rebeldes do grupo armado ugandês Forças Democráticas Aliadas.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, já condenou veementemente os ataques e instou as autoridades congolesas a "investigarem rapidamente estes incidentes e a levarem os atacantes à justiça", afirmou o porta-voz da ONU Stephane Dujarric.

Guterres sublinhou que os ataques visando forças da manutenção da paz podem constituir crimes de guerra à luz do direito internacional, acrescentou o porta-voz.

Um ataque foi registado na segunda-feira perto da base da ONU em Mamundioma, a cerca de 35 quilómetros de Beni, na província do Kivu Norte, palco de combates entre rebeldes do grupo armado do Uganda Forças Democráticas Aliadas (ADF) e as forças da República Democrática do Congo.

De acordo com Jean-Paul Ngahangondi, de um grupo local de defesa dos direitos humanos, os rebeldes também apreenderam armas.

Uma brigada da Tanzânia encontra-se estacionada na base da ONU onde, no início de setembro, rebeldes da ADF mataram um capacete azul tanzaniano.

O grupo armado ugandês, no ativo há mais de 20 anos, tem mantido atividade na zona nos últimos meses.

Lusa