Sociedade

Maioria dos jovens portugueses não consegue arrendar ou comprar casa

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Um relatório da Cáritas Europa conclui que o desemprego, a precariedade e os baixos salários tornam muito difícil aos jovens suportar os custos da habitação.

Salários baixos, condições de trabalho precárias, educação desadequada ou de pouca qualidade - são os problemas mais preocupantes, apontados num relatório europeu da Cáritas, que é apresentado esta terça-feira em Lisboa.

Com empregos precários, contratos de trabalho irregulares e casas muito caras, os salários dos jovens portugueses não chegam para comprar ou arrendar casa.

A Cáritas Europa chama a atenção para os preços desproporcionais da habitação quando comparados com os salários dos jovens a trabalhar em Portugal e alerta para riscos de pobreza e exclusão social entre os jovens.

Para ultrapassar o problema, o relatório pede aos decisores políticos que facilitem casas a preços acessíveis para jovens de forma a que possam começar uma vida independente.

O estudo alerta também para o desemprego jovem e fala de um mercado de trabalho em Portugal que não está preparado para oferecer empregos dignos aos jovens diplomados.

As oportunidades de empregos e salários diminuíram acentuadamente desde a crise financeira de 2008 e há muitas pessoas que não conseguem encontrar emprego correspondente às habilitações.

A Cáritas defende, por isso, um reforço entre o sistema educativo e o mercado de trabalho e lembra que muitas medidas de combate ao desemprego acabam por se traduzir em trabalho temporário e empregos precários para os jovens.

"Os jovens precisam de futuro" é o titulo do relatório que a Cáritas apresenta esta manhã no ISCTE, em Lisboa.

Sara de Melo Rocha