Segurança

"Russos ficaram furiosos". Sentiram que estavam a ser acusados de roubo

cxArcos de Valdevez, 07/09/2016 - Rescaldo do incêndio no Soajo, aldeia de Paradela. Heli Kamov que participa no rescaldo. (Rui Manuel Fonseca / Global Imagens) Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Empresa que gere os Kamov garante que técnicos russos dificilmente voltam a Portugal e assim os helicópteros do Estado ficarão parados indefinidamente.

O presidente da Everjets, que viu, esta quarta-feira, os Kamov do Ministério da Administração Interna serem selados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), garante que os mecânicos russos que estavam a fazer a manutenção dos aparelhos se sentiram "muito furiosos" quando foram expulsos do hangar onde estavam os helicópteros, em Ponte de Sor.

Ricardo Dias adianta à TSF que aquilo que implicitamente estava em causa era uma acusação de furto, que os russos sentiram na pele.

O presidente da Everjets recorda que estas foram aeronaves compradas pelo Estado português ao Estado russo, com manutenção de russos e são os próprios russos a dizer que a ação da Proteção Civil foi uma retaliação na sequência do conflito do Ocidente com Moscovo.

A Everjets, que ganhou um concurso de 46 milhões de euros para manter os Kamov, afirma que esta ação da ANPC põe em causa, claramente, a participação dos Kamov no combate aos fogos em 2018.

Ricardo Dias teme que a empresa Kamov não volte a Portugal e assim será impossível voltar a ter a voar os helicópteros pesados do Ministério da Administração Interna para socorro e incêndios florestais.

Nuno Guedes