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Pelo menos 27 mortos em bombardeamentos russos na Síria

epa06643569 Soldiers stand near relatives of people allegedly detained by Jaysh al-Islam fighters as they wait during evacuation of fighters and civilians from Douma, in east Damascus, Syria, 03 April 2018. According to reports, the Islamist militia faction Jaysh al-Islam reached an agreement with Russia to evacuate the group's combatants, their families and other civilians from the besieged city of Douma, the last remaining pocket of opposition-held Eastern Ghouta near the capital Damascus. The fighters were evacuated to Jarablus, a town in northern Syria. EPA/YOUSSEF BADAWI Youssef Badawi/EPA

A aviação militar russa efetuou cerca de 40 ataques nas últimas horas contra Douma, o último bastião rebelde da região de Ghouta Oriental, na periferia da capital.

Pelo menos 27 pessoas morreram, esta sexta-feira, e dezenas ficaram feridas em bombardeamentos da Rússia, aliada do Governo sírio, na cidade de Douma, nos arredores de Damasco, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As Forças Armadas sírias irromperam pelas fazendas de Douma, nos limites da cidade, após o fracasso das negociações entre a Rússia e os combatentes do Exército do Islão, grupo que controla a localidade, para pacificar a zona.

Durante a última semana, a Rússia e o Exército do Islão realizaram negociações para pacificar Douma e alcançaram inclusive um acordo para evacuar a cidade, que está suspenso desde quinta-feira devido a divergências entre as partes.

O documento estipulava o transporte dos combatentes e dos civis que o desejassem de Douma para Al-Bab e Jarablus, na província setentrional de Alepo e sob o controlo de rebeldes apoiados pela Turquia.

A televisão estatal acusou o Exército do Islão de ter obstruído as conversações.

Segundo o OSDH, há uma corrente dentro do Exército do Islão que se opõe à saída dos guerrilheiros de Douma, já que o acordo de evacuação da cidade na prática implica a rendição do grupo rebelde.

Outro dos motivos da suspensão do acordo prende-se com as dificuldades colocadas pela Turquia para a passagem dos autocarros com pessoas retiradas das zonas em poder das autoridades sírias, em Alepo, para as que estão nas mãos dos rebeldes que Ancara apoia.

Douma é o último reduto da oposição que resiste em Ghouta Oriental, onde o exército sírio e seus aliados iniciaram uma operação em fevereiro.

Após os avanços militares e os acordos com as diversas fações islamitas da região, as forças armadas sírias controlam 94% da zona.

Lusa