Economia

EDP: a cabeça do dragão chinês

Drgão Chinês EPA/ROMAN PILIPEY

A OPA à EDP é justificada pela China Three Gorges (CTG) como uma forma da empresa chegar ao mundo.

"Liderar as operações e a expansão do grupo na Europa, na América e nos países lusófonos", é com esta frase que a CTG explica o interesse em dominar a empresa portuguesa onde já têm uma participação de 23%.

O diretor financeiro da China Tree Gorges, Yang Ya, sublinha que a EDP vai continuar a ter "sede em Portugal" e vai continuar a ser "cotada na bolsa de Lisboa".

Yang Ya adianta, num vídeo disponibilizado pela CTG que esta OPA vai cimentar "uma parceria de sucesso já com seis anos".

O diretor financeiro da empresa estatal chinesa aponta que o objetivo final é deter "100% ou no mínimo 50% mais uma acção" para poderem controlar na totalidade a EDP.

Os chineses prometem um reforço nos mercados onde as duas empresas têm estado, como é o caso da construção de barragens em países de língua portuguesa, nomeadamente no Brasil e em Moçambique.

Sobre a outra OPA em associação com esta a China Three Gorges revela a intenção de "manter a atividade e a orientação estratégica da EDP Renováveis e não são esperadas quaisquer alterações substancias relativamente ao negócio" da EDP renováveis que é o quinto maior operador eólico no mercado dos Estados Unidos da América.

José Milheiro