Sociedade

Fraude em Pedrógão Grande? Denúncia é fruto de "inveja"

Pedrógão Grande, 18/06/2017 - Reportagem no Incêndio de Pedrógão Grande. Valdemar Alves (Presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande). (Carlos Manuel Martins/Global Imagens) Carlos Manuel Martins/Global Imagens

Presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande diz que denúncia de irregularidades na reconstrução de casas foi "encomendada". Há "quem gostava que a sua casa tivesse ardido", diz.

O presidente da câmara de Pedrógão Grande considera que está a ser alvo de "perseguição" na sequência da denúncia de irregularidades na reconstrução de casas na freguesia afetada pelos incêndios do verão passado.

Em declarações à Sic Notícias, Valdemar Alves acusa os opositores políticos na autarquia de "má-fé" e diz que esta foi "uma peça de trabalho jornalístico encomendada".

Valdemar Alves aponta ainda o dedo aos habitantes locais. "É uma inveja daquelas pessoas que falam, mas que não dão a cara, e que gostariam que a suas casas tivessem ardido para terem uma casa nova e de outras pessoas que estão invejosas do trabalho que foi feito pelo Governo".

O Ministério Público vai abrir um inquérito para investigar alegadas irregularidades na reconstrução de casas afetadas pelos incêndios de Pedrógão Grande, em junho de 2017.

Segundo a edição da revista Visão desta quinta-feira, meio milhão de euros de donativos destinados à reconstrução de casas de primeira habitação terão sido desviados para casas não prioritárias , isto é, de segunda habitação.

A Visão refere casos de pessoas que mudaram a morada fiscal após o incêndio de forma a conseguirem o apoio do Fundo Revita ou de outras instituições, como a Cáritas, SIC Esperança, Cruz Vermelha, La Caixa, Gulbenkian ou Misericórdias.

Carolina Rico