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A 3 dias das eleições no Brasil, Partido dos Trabalhadores cerra ataque a Bolsonaro

REUTERS/Paulo Whitaker/Nacho Doce/File Photo

Fernando Haddad comparou Bolsonaro a Hitler.

Nas últimas horas de campanha eleitoral, o Partido dos Trabalhadores (PT) de Fernando Haddad disparou, pela primeira vez, artilharia pesada contra Jair Bolsonaro, do PSL, o líder das sondagens.

Em tempo de antena, associou o candidato de extrema-direita a Adolf Hitler, intercalando imagens do político brasileiro e do político alemão.

Passou trechos de entrevistas com Bolsonaro a dizer que é a favor da tortura e que, com eleições e democracia, não se muda o país.

E ainda mostrou votações do adversário contra direitos dos trabalhadores mas a favor do aumento de salário dos deputados, como ele. "Não vote em quem sempre votou contra você", remata o tempo de antena que foi hoje a meio da tarde, em Portugal, ao ar.

Com muito pouco tempo de antena na TV, apenas oito segundos, Bolsonaro respondeu acusando Haddad de calúnia, perseguição e mentiras. "O sistema quer manter-se no poder", diz o candidato, "mas o povo quer Bolsonaro e quem manda é o povo".

Atrás de Bolsonaro, que tem mais de 30 pontos nas sondagens, e de Haddad, que passa os 20, os outros candidatos radicalizam o discurso para fazer frente à... radicalização.

"Estão tentando dividir o povo, peço o seu voto para que a esperança vença o ódio", disse Geraldo Alckmin, do PSDB, com cerca de 7 pontos nas pesquisas.

"Não vote contra ninguém, vote a favor do Brasil", pediu por sua vez Ciro Gomes, do PDT, de centro-esquerda, que atinge os 11 por cento.

João Almeida Moreira, no Brasil