Taça de Portugal

V. Setúbal triunfante 38 anos depois

O Vitória de Setúbal venceu, este domingo, a final da Taça de Portugal pela terceira vez, depois de 38 anos sem alcançar o triunfo, ao conseguir derrotar o Benfica, que na semana passada conseguiu ao fim de 11 anos ganhar o título de campeão nacional.

O Vitória de Setúbal impediu a "dobradinha" do Benfica ao derrotar os campeões nacionais por 2-1 na final da Taça de Portugal, no Jamor.

Os sadinos conseguiram o primeiro golo aos 26 minutos depois de um remate de Manuel José, desviado sem sucesso por Ricardo Rocha. O segundo aconteceu aos 73 minutos e foi da autoria de Meyong.

Pelo "encarnados" só Simão Sabrosa conseguiu atingir a baliza do V. Setúbal através de uma grande penalidade logo aos quatro minutos da primeira parte, após uma falta contra Geovanni.

O Benfica entrou "a matar", mas entre ausências por lesão e opção, a defesa "encarnada" sofreu uma autêntica revolução, que não resistiu aos ataques dos sadinos.

O "central" Alcides esteve no lugar do lesionado Luisão e Giovanni Trapattoni promoveu os regressos à titularidade do guarda-redes Moreira e do lateral esquerdo Fyssas. Resistiram Ricardo Rocha no eixo e Miguel no "corredor" direito.

A presença do "trinco" Petit libertou Manuel Fernandes para tarefas mais atacantes, cabendo ao estratego Nuno Assis e aos "extremos" Geovanni e Simão a importante tarefa de apoiar o "ponta- de-lança" Nuno Gomes.

As duas equipas apresentaram estruturas tácticas semelhantes, alicerçadas no clássico 4-4-2, com o Setúbal a alinhar com o "onze" habitual, com o guarda-redes Moretto a actuar atrás do quarteto defensivo composto por Éder, Auri, Hugo Alcântara e Nandinho.

À imagem de Petit, Sandro funcionou como elemento mais recuado de um meio-campo que integrava também Ricardo Chaves, Manuel José e Bruno Ribeiro, enquanto as despesas do ataque ficaram a cargo do imprevisível Jorginho e de Meyong.

Após ter perdido por duas vezes com o Benfica na Superliga (4-0 na Luz e 2-0 em Setúbal), a equipa de José Rachão conseguiu derrotar o Benfica.

A equipa do Sado já tinha assegurado o regresso às competições europeias na próxima época, na Taça UEFA, onde não participava desde a época 1999/2000, quando caiu na primeira eliminatória, frente à AS Roma (vitória por 1-0 em casa e derrota pesada em Itália, por 7-0).

A presença no Jamor garantia ao Vitória de Setúbal a qualificação automática para a segunda prova continental, apesar do 10º lugar na Superliga, graças ao apuramento do Benfica para a Liga dos Campeões.

Ao intervalo: 1-1

Equipas:

- Benfica: Moreira, Miguel, Alcides, Ricardo Rocha, Fyssas (Dos Santos, 55), Petit, Manuel Fernandes, Geovanni, Nuno Assis (Mantorras, 75), Simão e Nuno Gomes (Delibasic, 86).

(Suplentes: Quim, Dos Santos, João Pereira, André Luís, Bruno Aguiar, Mantorras e Delibasic).

Vitória de Setúbal: Moretto, Éder, Auri, Hugo Alcântara, Nandinho, Sandro, Manuel José (Binho, 79), Ricardo Chaves, Bruno Ribeiro, Jorginho e Meyong (Igor, 89).

(Suplentes: Marco Tábuas, Veríssimo, Hélio, Binho, Zé Rui, Igor e Pedro Oliveira).

Árbitro: Paulo Costa (Porto).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Moretto (04), Bruno Ribeiro (42), Hugo Alcântara (56), Jorginho (61), Mantorras (89), Delibasic (91) e Binho (91).

Assistência: cerca de 35.000 espectadores.