Zona ribeirinha

Júdice aceitou liderar «Frente Tejo» por «teimosia» de Sócrates

José Miguel Júdice só aceitou liderar a sociedade responsável por requalificar a zona ribeirinha de Lisboa por «teimosia» de José Sócrates. Em declarações à TSF e ao DN, Júdice defendeu ainda uma fusão entre PS e PSD e criticou Rui Rio.

José Miguel Júdice garantiu que só vai assumir a liderança da sociedade «Frente Tejo», a empresa responsável pela recuperação urbanística da área compreendida entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia, por «teimosia» do primeiro-ministro.

Em declarações à edição deste domingo do programa «Discurso Directo», uma parceria entre a TSF e o Diário de Notícias, Júdice lembrou que, depois das eleições para a autarquia da Lisboa, colocou o lugar à disposição.

«O primeiro-ministro teve a gentileza de não aceitar a minha sugestão, como recentemente não aceitou», acrescentou, frisando que apenas vai assumir a liderança da «Frente Tejo» por «teimosia» de José Sócrates.

Questionado sobre o traçado escolhido para a terceira travessia sobre o Tejo, o corredor Chelas-Barreiro, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados revelou alguma preocupação, sobretudo por não ter sido feito um estudo de impacto ambiental.

Em relação à política, Júdice, que foi um dos dirigentes social-democratas durante a liderança de Marcelo Rebelo de Sousa, disse que actualmente não se revê «no papel estratégico do PSD», partido que não tem dito «coisa com coisa».

«O PSD deveria transformar-se num partido mais à direita», porque o PS também o fez, sendo que neste momento existem «dois partidos social-democratas a defender as mesmas soluções» alertou, explicando que, «para o sistema político, é importante que os partidos sejam diferentes».

Para Júdice, «era melhor que os dois partidos se fundissem» e «deixassem formar à direita um partido significativo».

Questionado sobre o perfil de Rui Rio para liderar o PSD, o social-democrata afirmou que não gosta do autarca do Porto «como político» e «nunca votaria nele», por cosiderar «apresenta características psicológicas perigosas para o país».