Nascida em berço modestíssimo - para não dizer pobre - Maria Eva, aliás Eva Perón, jurou a si mesma que um dia haveria de ser célebre.
E foi. Cedo emigrou das pampas para Buenos Aires e, entre teatros falhados, amores de circunstância e negócios afectivo-políticos, deu de caras com o microfone das rádionovelas argentinas. O microfone haveria de acompanhá-la toda a vida porque, "Mãe Espiritual" dos "descamisados", Maria nunca abdicou do poder mágico deste artefacto radiofónico.
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