Na Bolsa TSF de hoje, Carlos Bastardo faz a análise do ano 2000, destacando o culminar do processo de subida das taxas de juro e as perspectivas para o ano de 2001.
Esta é uma época de balanço do ano e de perspectivas para 2001.
O ano 2000 representou provavelmente o culminar do processo de subida das taxas de juro. De facto, assistimos a sucessivas subidas dos juros nos Estados Unidos e na Europa.
Neste último caso, a taxa «repo» passou de 3% no início de Janeiro para 4,75% actualmente. Foi sem dúvida uma forte subida dos juros em termos relativos, ditada pelo crescimento económico e pelo avolumar das expectativas de pressões inflacionistas.
A generalidade dos mercados financeiros mundiais foram afectados com a subida dos juros, em particular, pelos efeitos nefastos na economia americana e nas empresas daquele país.
De facto, a economia americana após uma progressão excelente num período de dez anos, começou a dar sinais de abrandamento. Surgiram de imediato as preocupações dos responsáveis que motivaram o comportamento dos investidores.
Acabamos o ano com uma performance muito negativa, a não ser que nestes dois dias que restam possamos assistir a um grande milagre (o que é difícil). Perante este facto, há que pensar no próximo ano.
Entre a descida anunciada e provavelmente iniciada em Janeiro dos juros nos Estados Unidos e o seu efeito benéfico na economia e nas empresas, vai decorrer algum tempo, pelo que, podemos ainda vir a assistir a notícias negativas que afectem os mercados accionistas nos primeiros meses do ano.
Talvez a Primavera traga as primeiras boas notícias de há muitos meses a esta parte.
Na vertente obrigacionista, após o refúgio dos investidores, vamos assistir provavelmente a um ano mais calmo do que os dois anos anteriores (anos de subida dos juros).
A dívida está suportada e as perspectivas de descida dos juros têm reforçado a apetência dos investidores nas últimas semanas por obrigações a taxa de juro fixa.
A priori, existem condições para que 2001, sem fazer esquecer 2000, possa ser um ano mais positivo.
Neste sentido, desejo a todos um bom ano, pleno de sucessos bolsistas e não só.