O preço dos bens e serviços essenciais vai aumentar entre 1 e 4 por cento. Rendas, electricidade, portagens e correio aumentam já hoje. Os combustíveis a 4 de Janeiro e os transportes públicos, água, gás e telefones fixos ainda irão definir preços.
Os aumentos dos preços dos bens e serviços essenciais já definidos para Janeiro de 2001 variam entre 1,02 por cento para as rendas e os 4 por cento para o gasóleo.
As rendas, a electricidade (1,2 por cento) e os selos de correio normal (1,9 por cento) aumentam já a partir de hoje. Por outro lado, os acréscimos do gasóleo, das gasolinas sem chumbo 98 e super aditivada (2,7 por cento) e da gasolina sem chumbo 95 (2,8 por cento) entram em vigor a partir de 4 de Janeiro.
As portagens nas auto-estradas portuguesas geridas pela Brisa vão aumentar hoje, 2,57 por cento, segundo a empresa.
Por definir estão ainda os novos preços para os transportes públicos, água, gás e telefones fixos, mas a Lusa apurou que os aumentos não se deverão afastar dos 2,8 por cento previstos para a inflação média em 2001.
Os transportes públicos
No caso dos transportes públicos, as tarifas dependem da Direcção Geral de Transportes Terrestres (DGTT) que garantiu que as actualizações, a definir em conjunto com o Ministério das Finanças, não deverão ocorrer em Janeiro.
Há, contudo, transportes expressos e urbanos tutelados pelas câmaras municipais que não estão sobre a alçada da DGTT e que anunciaram já alguns aumentos de preços, a vigorar logo no início do ano.
Das empresas dependentes da DGTT contactadas pela Lusa, apenas o Metropolitano de Lisboa avançou números concretos, afirmando que espera correcções da ordem dos 2,7 por cento a 3 por cento, a entrarem em vigor em Fevereiro ou Março.
A Carris garante que não existem ainda indicações sobre os aumentos dos preços dos títulos de transporte, mas adianta que, à semelhança dos anos anteriores, as actualizações terão lugar durante o mês de Fevereiro ou de Março.
Em relação aos transportes ferroviários, tanto a CP, como a Fertagus, operador do eixo ferroviário Norte-Sul, também afirmaram desconhecer as novas tarifas.
A CP decide apenas os preços do comboio Intercidades e Alfa Pendular, enquanto os preços dos suburbanos e transportes até 50 km do centro de Lisboa/Porto se encontram debaixo da alçada da DGTT.
A Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de Automóveis Ligeiros (ANTRAL), que agrupa os industriais de táxis, também se escusou a adiantar os novos valores para as corridas.
Ainda no que se refere aos transportes, mas de mercadorias, a Associação Nacional dos Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) aconselhou aos seus associados aumentos de 9 por cento para os transportes nacionais e de 10 por cento para os internacionais.
A associação justifica o conselho com o encarecimento de 18 por cento dos combustíveis, entre Março de 2000 e Janeiro de 2001, que representam perto de um terço dos custos de produção.
Água e telefones fixos
Quanto à água, a Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL)
afirma que as actualizações deverão ocorrer em Fevereiro ou Março, à semelhança dos últimos anos, mas não revela montantes.
O mesmo sucede com o Instituto de Comunicações de Portugal (ICP) que apenas divulgará os novos preços máximos dos telefones da rede fixa durante o mês de Janeiro, sendo que a Portugal Telecom poderá sempre optar por colocar preços mais baixos no mercado, comportamento natural em ambiente de forte concorrência entre operadores.
Combustíveis e electricidade
No domínio da energia, apenas estão definidos os aumentos dos combustíveis e da electricidade.
A partir de 4 de Janeiro o gasóleo aumenta de 125 escudos para 130 escudos e a gasolina sem chumbo 95 de 178 escudos para 183 escudos, enquanto as gasolinas sem chumbo 98 e super aditivada passam de 186 escudos para 191 escudos.
No que diz respeito à electricidade, a ERSE, entidade reguladora do sector eléctrico, definiu um aumento de 1,2 por cento para as tarifas de baixo consumo que passarão a custar 21,48 escudos, contra os actuais 17,9 escudos por cada kW.
Gás
A Galp Energia vai rever o preço do gás natural em Janeiro, mas não divulga se em alta se em baixa. Relativamente ao gás de cidade, botija e industrial, não está prevista qualquer alteração pelo menos para já.
Contudo, fontes da empresa admitiram uma baixa de preços no segundo semestre de 2001, se o petróleo continuar a descer e o euro a valorizar.
Correios
Certo está também o aumento do correio normal, até 20 gramas, de 52 escudos para 53 escudos. O preço do correio normal comercializado em máquinas automáticas ou em conjuntos de dez manter-se-á em 50 escudos e o do correio prioritário continuará a custar 85 escudos.
O preço do restante correio reservado, até 350 gramas, ainda não foi definido, mas de acordo com a convenção tarifária assinada entre ICP, Direcção-Geral do Comércio e Concorrência e CTT, o aumento médio do cabaz tem como limite os 2,8 por cento previstos para a inflação média.
Rendas de casa
Quanto às rendas de casa, a Secretaria de Estado da Habitação fixou em 1,02 por cento o coeficiente de actualização das rendas livres.
Está ainda para sair legislação referente aos edifícios degradados.