Uma empresa norte-americana garantiu que consegue produzir células estaminais sem afectar o embrião original. O cientista Robert Lanza assegurou que este novo tratamento não destroi o potencial para a vida do embrião original.
Uma empresa norte-americana anunciou ter desenvolvido uma forma de criar células estaminais a partir do embrião humano sem atingir o embrião original, sem que assim sejam violadas as premissas éticas em vigor.
«É possível gerar células estaminais sem destruir o embrião e sem destruir o seu potencial para a vida», disse Robert Lanza, o cientista-chefe da Advanced Cell Technology, de Massachusetts.
Este especialista considera que esta nova forma de tratamento das células estaminais afasta a «última desculpa de oposição à investigação», apresentada pelo presidente Bush, que vetou, em Julho, um fundo federal de investigação nesta área.
Estes cientistas estão a usar um método já empregue em tratamentos de fertilidade ao retirar uma célula do embrião humano sem o atingir, utilizando depois essa célula para fazer as células estaminais.
Um professor de Ética da Universidade de Darmouth, que colaborou nesta experiência, disse que os oposições à investigação de células estaminais poderiam não aceitar esta nova forma por agora, podendo fazê-lo apenas no futuro.
«Acho que muitos opositores vão pôr objecções. As pessoas não estão preparadas para verem descobertas científicas resolverem problemas éticos», afirmou Ronald M. Green.
Para já, Robert Lanza aceitou a ideia que a sua nova forma de tratamento de células estaminais não deve ser usada por agora em humanos, mas garantiu que vale a pena continuar a estudá-la.