A Alemanha instalou o seu comboio «voador» de alta velocidade na China, tendo sido realizada a primeira viagem comercial nesta terça-feira, com a presença do chanceler Gerhard Schroeder. O comboio funciona por magnetismo e levita por cima dos carris.
O comboio de alta velocidade germânico recorre à tecnologia da levitação magnética, não existem carris, só energia que permite ao comboio «flutuar» e deslocar-se.
A viagem inaugural na China do primeiro troço comercial de levitação magnética ferroviária decorreu entre Xangai e o aeroporto internacional da zona, numa distância de 30 quilómetros que foi percorrida em oito minutos, a mais de 400 quilómetros por hora.
Estes 30 quilómetros custaram mil milhões de euros (200 milhões de contos), o que dá 33 milhões de euros por quilómetro (6,6 milhões de contos).
Aliás, o custo das infraestruturas é o grande inimigo do desenvolvimento desta tecnologia. Por exemplo, fazer um quilómetro de levitação magnética ferroviária é quatro vezes mais caro do que fazer um quilómetro de TGV.
Por outro lado, o custo de manutenção, com os altos consumos de energia é também impeditivo da disseminação desta tecnologia
Aliança sino-germânica
O comboio foi inaugurado pelo chanceler alemão, Gerhard Schroeder e o primeiro-ministro chinês, Zhu Rongji. Eles realizaram a primeira viagem com o comboio «voador» alemão, o «Transrapid», que foi visto durante anos como o grande projecto da tecnologia germânica, mas que acabou por cair no esquecimento na Alemanha.
Schroeder deslocou-se propositadamente a Xangai para a viagem inaugural e em condições reais e considera que este «é um bom exemplo das excelentes relações sino-alemãs e da vontade da Alemanha de vender e partilhar as suas tecnologias com outros países».
Consórcios querem mais encomendas
Os seus consórcios construtores, a Siemens e a Tussen, esperam agora novas encomendas para poderem cobrir os cerca de 1500 milhões de euros investidos no desenvolvimento do «Transrapid».
Para a Alemanha está prevista a construção de dois troços com este comboio, entre Dusseldorf e Dortmund, e outro entre a estação dos caminhos de ferro de Munique e o aeroporto da mesma cidade e especula-se com a hipótese da China encomendar outros dois traçados com o comboio magnético, sendo que a ais ambiciosa é a de entre Xangai e Pequim.