Em Angola, Eduardo dos Santos afirma que o conflito com a UNITA pode ser resolvido rapidamente, se existir «boa vontade». O presidente angolano falou aos jornalistas no aeroporto de Luanda, no final da visita do chefe de Estado de São Tomé e Príncipe, Fradique Mendes.
José Eduardo dos Santos disse que tudo depende da «boa vontade» do lado de Savimbi, até porque o que falta cumprir do Protocolo de Lusaca é uma parte reduzida.
«As tarefas que há por realizar são poucas e de pouca monta. Ainda que haja uma intervenção da comunidade internacional, através das Nações Unidas por exemplo, o seu esforço não seria grande, seria um esforço muito pequeno, uma vez que a guerra está praticamente no fim, as forças militares de Savimbi são residuais e com boa vontade é um problema que pode ser resolvido muito rapidamente», afirmou o presidente angolano.
Sobre a visita do presidente de São Tomé e Príncipe, Eduardo dos Santos salientou a decisão conjunta do governo angolano e são tomense de enviar uma missão conjunta de informação à Guiné Bissau e a reactivação da comissão mista de cooperação, que deverá reunir no primeiro trimestre de 2002.
O sector dos petróleos foi também discutido entre Eduardo dos Santos e Fradique Mendes. O presidente angolano «colocou à disposição de S. Tomé e Príncipe toda a sua experiência e conhecimento no domínio petrolífero».
Os dois chefes de Estado chegaram ainda a acordo quanto ao facto de Angola participar na recuperação do Hospital Agostinho Neto e na reabilitação da fazenda agrícola Agostinho Neto, onde vivem vários camponeses angolanos em situação difícil.