O Conselho Nacional do CDS/PP, hoje reunido do Largo do Caldas, decidiu aumentar o número de delegados no próximo congresso, marcado para os dias 19 e 20 de Janeiro. Manuel Monteiro tem agora maior margem de manobra para enfrentar a liderança de Paulo Portas.
O congresso do CDS/PP, marcado para dia 19 e 20 de Janeiro, vai contar com mais 400 delegados, o que representa um alargamento em relação ao último conclave e que dá maior margem de manobra às intenções de Manuel Monteiro.
No momento em anunciou que iria discutir a liderança do partido com Paulo Portas, Manuel Monteiro apelou ao aumento do número de delegados (no último congresso, em Aveiro, foram eleitos 1.100 delegados).
No entanto, João Rebelo, antigo secretário-geral do PP, explicou, à margem da reunião do Conselho Nacional hoje realizada, que esta decisão «não foi uma resposta ao apelo de Manuel Monteiro».
Rebelo disse que o aumento do número de delegados para 1500 ou, no limite, 1600, porque aumentou, em três, o número de militantes e porque surgiram, desdo o congresso de Aveiro, mais 40 estruturas concelhias.
No entender do deputado popular, o aumento do número de congressistas «não vai beneficiar» Manuel Monteiro, porque tendo «Paulo Portas o apoio da esmagadora maioria dos militantes terá também dos delegados».
Classificou ainda de «muito positiva» a candidatura de Manuel Monteiro, uma vez que abre portas para uma discussão de ideias dentro do partido. Mas está «confiante que Paulo Portas vai vencer», no próximo congresso do PP.
«Vai ser uma oportunidade de galvanização do partido, mas o debate tem de ser de ideias e não de pessoas», disse João Rebelo, que assinalou como aspecto mais importantes, «a união do partido», independentemente do resultado do evento.