A polícia sueca continua hoje as buscas pelos três homens armados que sexta-feira roubaram um quadro de Rembrandt e dois de Renoir do Museu Nacional de Estocolmo, ouvindo as poucas testemunhas que assistiram ao assalto.
«Há que trabalhar duro, agora é o que interessa», disse o porta-voz da Polícia, Bjorn Pihlblad.
Algumas pistas foram encontradas no bote usado pelos ladrões para fugirem do local, tentando-se agora identificá-los pelos ficheiros, disse. Do Museu, foram roubados um auto-retrato de Rembrandt pintado em 1630, com 15,5 por 12 centímetros, e «Jovem parisiense» e «Conversa» de Renoir, datados de fins do século XIX e também quadros pequenos, com 40 por 32 e com 45 por 38 centímetros.
O tamanho dos quadros e a falta de medidas de segurança facilitaram a vida dos ladrões que, segundo a Polícia, sabiam o que queriam e onde se encontravam as obras.
Os ladrões entraram no Museu pouco antes da hora de fecho e foram directamente às salas onde se encontravam os três quadros, que não tinham alarmes e que retiraram depois de ameaça aos guardas com as suas armas.
Saíram pouco depois com os quadros, pela porta principal, e embarcaram num bote ancorado num molhe próximo. O bote foi encontrado num dos canais de Estocolmo.
O Museu Nacional manteve-se aberto no sábado, mas com bilhetes a preço reduzido, por causa do encerramento das salas de onde foram roubados os três quadros.
Prevendo roubos, o chefe de segurança do Museu tinha pedido a instalação de câmaras de vigilância nas suas salas, o que nunca foi autorizado pelo princípio de protecção da integridade pessoal do indivíduo em locais públicos.
Um assessor do Museu comentou hoje que pode «haver motivo para mudar esta prática», dando o exemplo da Academia da Arte, que há um mês foi autorizada a montar câmaras de vigilância electrónica, por causa da falta de pessoal.