Em 2050, todas as espécies selvagens actualmente pescadas terão entrado em «colapso», segundo um estudo sobre a biodiversidade nos oceanos, publicado esta sexta-feira pela revista «Science». Os autores do estudo acreditam, contudo, que esta tendência pode ser invertida.
O termo «colapso» significa que terão desaparecido 90 por cento dos exemplares de cada uma das espécies que o homem pesca.
O estudo, que reuniu académicos canadianos e norte-americanos, salienta ainda que, com a perda da biodiversidade oceânica, estão a surgir outros problemas.
O potencial de recuperação, estabilidade e qualidade da água está a diminuir exponencialmente devido à redução das espécies costeiras, alerta o estudo, segundo o qual a debilidade dos ecossistemas os tornos mais vulneráveis à acção das espécies invasoras, como algumas algas nocivas.
Para chegarem a estas conclusões, os investigadores analisaram os resultados de 32 experiências, fundamentaram-se em observações realizadas em 48 áreas marinhas protegidas e tiveram em conta as capturas globais de peixes e invertebrados marinhos entre 1950 e 2003.
Não obstante as conclusões pessimistas, os investigadores acreditam que ainda é possível inverter esta tendência, mas lamentam que, actualmente, apenas um por cento dos oceanos esteja efectivamente protegido.