OS EUA admitem a hipótese de a morte de Savimbi ter contado com ajuda estrangeira, não tendo sido revelados que países estiveram ligados à operação, revelou fonte anónima. O «Diário de Notícias» desta terça-feira avança com a possibilidade de a posição de Savimbi ter sido obtida depois de telefonema para Lisboa.
A Administração norte-americana não descarta a hipótese de a morte de Jonas Savimbi ter tido ajuda externa, revelou uma fonte, que pediu o anonimato.
«Não é descabido pensar que eles tiveram ajuda de outros», disse esta fonte.
A mesma fonte negou que os EUA tenham participado na operação, não tendo também sido referidos que países estiveram envolvidos nas movimentações que resultaram na morte do líder da UNITA.
O «Diário de Notícias» avançou, esta terça-feira, com a possibilidade de um telefonema feito para Lisboa, no dia 13, pelo próprio Jonas Savimbi, «ter sido fatal para o líder histórico da UNITA», algo que terá dado o «ensejo a que a sua posição fosse referenciada».
O DN refere ainda que foi feita uma outra chamada telefónica, no dia 21, véspera da morte de Savimbi, para Paris, por um elemento de uma coluna militar da UNITA, que, na altura, estaria a 70 quilómetros do ponto onde Savimbi se encontrava.
Ainda de acordo com o diário lisboeta, uma fonte governamental, citada pela Lusa, indicava que «terá sido por causa de uma comunicação para o exterior feita na passada sexta-feira (dia 22) que o ponto onde Savimbi se encontrava foi determinado».