Um familiar de dois dos portugueses desaparecidos está insatisfeito com a prestação da diplomacia portuguesa em Phuket. A TSF ouviu ainda a história de uma família portuguesa, que escapou à tragédia com uma decisão à última hora.
João Guerreiro, familiar de dois dos oito portugueses que se encontram desaparecidos em Phuket, na Tailândia, na sequência do maremoto de domingo, queixa-se de falta de assistência por parte das autoridades lusas no local.
Entrevistado pela TSF, este português que, na altura na tragédia, passava férias no Brasil, já está em terras tailandesas há alguns dias e está a fazer as buscas da irmã e do cunhado apenas com a colaboração de outro português.
«Não estou a ver nenhuma equipa portuguesa, mas tenho visto franceses, alemães e suecos. Bem sei que são oito pessoas desaparecidas e estas são poucas, comparativamente com os outros países, da qualquer forma são oito pessoas», afirmou João Guerreiro.
O português, que apenas encontrou representantes de Macau em Phuket, não está satisfeito com a actuação dos representantes de Portugal na Tailândia, lembrando que demorou apenas 24 horas a chegar do Brasil, bem menos do que o embaixador português.
«Evidentemente, que não são eles que vão ajudar, mas deviam ter colocado pessoas. Não é cinco dias depois que vão fazer. Hoje, agradeço muito o esforço que fizeram e a atenção que deram a este caso, que a meu ver foi zero», concluiu.
Portugueses fogem à tragédia por acaso
Também nesta região, o enviado especial da TSF, Paulo Azevedo, foi encontrar uma família portuguesa que se salvou do maremoto, porque decidiu à última hora que não queria ficar nos «bungalows» da praia de Phuket.
Silvina Pedroso e as filhas, bem como João Ricardo Oliveira decidiram assim viajar para a costa oposta, onde testemunharam o fenómeno estranho na praia onde acabaram por ficar.
«Não sentimos absolutamente a não ser o facto de, em dois minutos, a maré ter descido ficando à vista as rochas e depois ter avançado 20 metros com uma altura de meio metro. Foi o único fenómeno estranho que presenciámos e ninguém nos soube explicar o que era», explicou a portuguesa.
A família de portugueses, que já está a caminho do seu país, só se começou a aperceber da tragédia com as mensagens que foi recebendo de Portugal, onde reinava o pânico pelas notícias que iam recebendo.