O recém-criado Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR vai intervir no Verão de 2006 apenas nos distritos de Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria e Faro. A Liga de Bombeiros Portugueses já lamentou a decisão do Governo.
O Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR, afinal, só vai actuar, no Verão de 2006, em cinco distritos e não no país inteiro.
Em Outubro, o Ministério da Administração Interna tinha anunciado a criação de um corpo de bombeiros profissionais do Estado, que além de combater os incêndios florestais, estaria também preparado para responder em situações de catástrofe, como sismos ou cheias.
Esta terça-feira, o secretário de Estado da Administração interna, Ascenso Simões, anunciou que o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) deverá intervir através de equipas helitransportadas no combate a incêndios florestais ou outra catástrofe.
No entanto, dos 500 efectivos previstos para formar este grupo especial da GNR, apenas ficarão 350, sendo que destes só uma centena vai poder estar efectivamente operacional.
Em reacção, o presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, disse à TSF não estar surpreendido com esta decisão, sublinhando que se trata de «mais um resultado de decisões tomadas de uma forma precipitada».
Por seu lado, Fernando Curto, presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais, disse estar «muito surpreendido» com o anúncio do Governo.