Esta quinta-feira, o maior museu de arte islâmica da Europa vai ser inaugurado, em Mértola. Depois de 10 anos de trabalho, Cláudio Torres e a equipa de arqueólogos realizam um sonho.
O arqueólogo Cláudio Torres deambula por entre as peças já expostas no Museu Islâmico. Os preparativos estão no fim, os diversos espaços do museu ganham forma e tornam-se compreensíveis para todos.
A maior parte das peças são de cerâmica naquele que é já o maior museu islâmico da Europa e também um dos mais importantes do mundo. Para trás ficaram anos de um trabalho lento que o campo arqueológico de Mértola começou há 10 anos.
«Este tempo todo também é porque nos obrigamos a fazer bem e melhor. Estou convencido que este museu é um dos mais importantes do mundo de arte islâmica. Na Europa é o maior e vai ser um espaço excepcional do ponto de vista museográfico, didáctico e o espólio é fora de série», sublinhou com orgulho Cláudio Torres.
O museu está instalado num edifício na zona antiga de Mértola também ele da época islâmica. Apesar da sua importância é, para Cláudio torres, mais um museu a juntar a todos os outros espaços museológicos já existentes nesta vila alentejana.
«Neste momento estão abertos, em Mértola, oito núcleos de um museu. Cada um destes núcleos fala de uma história própria», explicou o arqueólogo. O objectivo é que o visitante veja «o núcleo dos romanos, o dos cristãos, os vários espaços» para que sinta «qualquer coisa de fundo». O Museu Islâmico é mais um nível», acrescentou.
A história vista e revista num local onde as coisas acontecem. Onde o passado caminha lado a lado com o presente e onde este museu islâmico é instrumento fundamental para perceber quem somos e que território é o nosso.