O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, diz que actualmente não encontra justificação para que se lance um ataque militar contra o Iraque. «Os inspectores estão a fazer o seu trabalho e o Iraque está a cooperar», sublinhou Annan.
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, considera que não há ainda qualquer justificação para lançar um ataque militar contra o Iraque, já que Bagdad não está a dificultar o trabalho dos inspectores de desarmamento da COCOVINU (Comissão de Controlo, Verificação e Inspecção das Nações Unidas).
«Obviamente os inspectores estão a fazer o seu trabalho e entretanto, o Iraque está a cooperar. Não vejo nenhuma razão, nesta altura, para que se proceda a um ataque militar. Devemos fazer todo o possível para desarmar o Iraque, e os inspectores receberam novas prerrogativas, das quais se servem muito bem. Esperamos receber um primeiro relatório em Janeiro», explicou Annan à rádio do exército israelita.
Israel teme armas não convencionais
O secretário-geral da ONU referiu ainda que não haverá qualquer motivo para que o Iraque venha a atacar Israel, caso haja uma ofensiva militar norte-americana contra Bagdad. Durante a Guerra do Golfo, o Iraque lançou 39 mísseis Scud contra o Estado judaico, provocando a morte a uma pessoa. Israel teme que o Iraque possa agora usar armas não convencionais contra o seu território.
O chefe dos inspectores da ONU, Hans Blix, deverá entregar um relatório sobre as inspecções a 27 de Janeiro, depois de terem retomado as inspecções no país a 27 de Novembro, ao fim de quatro anos de interrupção.
Apesar das inspecções, os Estados Unidos mantêm os preparativos de guerra e o destacamento militar na região.