O téologo Jacques Dupuis morreu esta semana aos 81 anos, indicou a sua ordem jesuíta. O religioso belga cosntestou a teses de que não há salvação fora da Igreja, o que não agradou ao Vaticano.
O polémico teólogo belga Jacques Dupuis, de 81 anos, morreu no decurso desta semana em Roma, indicou, esta sexta-feira, a sua ordem jesuíta.
Considerado um relativista perigoso pelo cardeal católico Joseph Ratzinger, ao dizer que outras fés eram iguais ao catolicismo romano, Dupuis ficou também conhecido por alguns por ter defendido o diálogo entre religiões depois da sua passagem como missionário na Índia durante 36 anos.
O teólogo enfrentou bastantes problemas, em 1997, quando publicou o livro «Para uma Teologia do Pluralismo Religioso», onde falou sobre a humanidade de Jesus, contestando a tese tradicional de que fora da Igreja não há salvação.
«Nos meus 36 anos de ensino e pesquisa na teologia, a única verdade que aprendi foi que não há monopólio na verdade», defendeu Dupuis numa conferência religiosa em Calcutá em 2003.
Dupuis esteve em Fátima em 2001 num congresso sobre o diálogo inter-religioso, o que originou posterior contestação dos integristas sobre a abertura do Santuário da Cova da Iria à presença de outras religiões.
Na mesma ocasião, o teólogo belga viu-se afastado de pronunciar presencialmente numa conferência na Universidade Católica Portuguesa.