As negociações salariais na Função Pública são retomadas, esta quarta-feira de manhã, mesmo depois do Governo garantir que não pode ir além de um aumento de 2, 2 por cento.
O Orçamento de Estado para o próximo ano já foi aprovado, mas mesmo assim Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, considera que ainda há margem para conseguir um maior aumento dos salários.
«O Orçamento de Estado aprovado contém os limites sobre o que se pode fazer e neste momento consideramos que contém uma verba suficiente para que as negociações se possam realizar para além dos 2, 2 por cento», afirmou.
«Pretendemos que o Governo faça uma contra-proposta vindo ao encontro do que é a do sindicato, apresentámos uma proposta de 4, 2 negociável», acrescentou o dirigente sindical.
Já a Frente Comum não acredita em cedências e esta tarde frente ao Ministério das Finanças vai protestar contra o aumento de 2, 2 por cento. Manuel Ramos diz que o Governo tem de saber que os trabalhadores estão contra esta situação.
«Não acreditamos que o Governo altere a proposta que apresentou, mas que mude de atitude, porque na verdade nem sequer argumentou ou deixou que argumentássemos em relação à nossa proposta dos 5, 5 por cento que seria aquela que corresponderia a um sinal de recuperação do poder de compra que perdemos nos últimos anos», adiantou.