O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Jack Straw, considera que a UE deve procurar «novos argumentos» para combater a desilusão das populações em relação à instituição e os medos em relação à perda de soberania.
O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Jack Straw, afirmou esta segunda-feira que os governos europeus devem encontrar «novos argumentos» para combater a desilusão das populações em relação à UE, expressa nas recentes eleições francesas.
Na opinião de Straw, «nas últimas semanas, os eleitores europeus votaram em massa em partidos que têm fortes reservas em relação à União Europeia e ao seu alargamento».
«Não podemos simplesmente ignorar as suas inquietudes e passar directamente à questão do alargamento da Europa. Devemos começar por melhorar a confiança da população da UE e atacar os medos que sentem os eleitores no que diz respeito à perda de soberania», afirmou o chefe da diplomacia britânica durante uma conferência, em Berlim, que reuniu os embaixadores da Alemanha em todo o mundo.
Straw afirmou que «a missão original da Europa continua válida, mas ela não é suficiente», sublinhado que a UE deve estabelecer «uma muralha contra o extremismo» e apelando a um reforço da luta contra o tráfico de droga e o crime organizado.
O chefe da diplomacia britânica argumentou que a UE deve trabalhar para «transmitir uma mensagem simples: uma Europa unida não será um super Estado, mas uma Europa unida por valores comuns e identidades comuns».
Segundo Straw, «a UE deverá demonstrar que as suas instituições estão prontas para se reformarem para responderem às inquietudes relativas à sua legitimidade», referindo que a Convenção sobre o futuro da Europa, presidida pelo francês Valéry Giscard d'Estaing, é uma excelente oportunidade para «colocar um fim à desilusão» em relação à União Europeia.
O ministro britânico disse ainda que a UE deve «redobrar os esforços para suscitar um apoio popular ao alargamento», reafirmando o seu apoio a este processo e a sua esperança que dez novos membros se juntem à instituição em 2004.