As duas principais componentes da OLP (FPLP e FDLP) denunciaram hoje o previsto encontro entre Yasser Arafat e Bill Clinton, em Washington. Ehud Barak já disse estar com poucas esperanças num acordo de paz.
As duas principais componentes da OLP (as Frentes popular e democrática de libertação da Palestina - FPLP e FDLP), denunciaram o encontro previsto para hoje, entre Yasser Arafat e Bill Clinton.
A reunião entre o presidente norte-americano Bill Clinton e o presidente palestiniano Yasser Arafat, destina-se a «fazer abortar a Intifada e a reforçar a posição do primeiro-ministro israelita, Ehud Barak«, antes das eleições israelitas, segundo afirmou o porta-voz da FPLP, Maher Taher.
A mesma fonte argumenta que as propostas norte-americanas são «as mesmas de Israel e contradizem as resoluções da ONU, porque rejeitam o direito ao regresso dos refugiados e a soberania palestiniana sobre Jerusalém e os territórios ocupados em 1967».
O comunicado termina exigindo a «elaboração de uma nova política para intensificar e fazer durar a Intifada até à obtenção da independência e a expulsão dos ocupantes israelitas».
Um membro político do FDLP, Fahd Suleiman, considera que o encontro dos dois presidentes em Washington é resultante de «pressões norte-americanas exercidas sobre o presidente Arafat, para que aceite um plano que não responde às exigências mínimas» dos palestinianos.
Yasser Arafat, que se encontra em Washington, já pediu esclarecimentos sobre o plano de paz de Clinton.
Bill Clinton propôs a transferência, para o futuro estado palestiniano, dos bairros árabes de Jerusalém, incluindo a esplanada das Mesquitas, que abriga o terceiro lugar santo do Islão.
Este plano de paz prevê ainda que os palestinianos passem a controlar 95 por cento da Cisjordânia e 100 por cento da Faixa de Gaza, mas que renunciem, em contrapartida, ao regresso dos cerca de 3,7 milhões de refugiados palestinianos a Israel.
Reacções
O fundador do grupo islâmico Hamas, Sheikh Ahmed Yassin, afirmou hoje que Yasser Arafat vai cometer um suícidio político se aceitar as ideias dos Estados Unidos para a paz em Israel.
Na sua opinião, o que está a ser oferecido, «não proporciona nem segurnaça nem estabilidade». As propostas americanas, para Yassin, «liquidam a causa palestiniana».
Civil ferido
Entretanto, um civil israelita foi hoje ferido a tiro, quando trabalhava numa vedação da fronteira que separa o Israel do Líbano, perto da aldeia israelita de Shtula, informou o exército israelita.
O exército afirmou que respondeu aos disparos libaneses, mas não adiantou o estado do ferido.
Os responsáveis da segurança libanesa não xomentaram o incidente.