Portugal está a acompanhar «com preocupação» a violência na África do Sul e, apesar de a comunidade portuguesa não estar envolvida, tem a sua embaixada preparada para a eventual necessidade de proteger portugueses, revelou o ministro Luís Amado.
«Pelas informações que temos, os acontecimentos não têm tido desenvolvimentos na comunidade portuguesa por enquanto. Estamos naturalmente a acompanhar a situação com preocupação», disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português.
Luís Amado, que falava à imprensa depois de se reunir com a Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros, explicou a sua cautela com a imprevisibilidade deste tipo de situações «que, sabe-se como começam, mas depois nunca se sabe muito bem como se desenvolvem e como acabam».
«É uma situação um tanto ou quanto inesperada que aguardamos que o governo sul-africano seja capaz de conter e controlar», acrescentou.
Questionado sobre se existe algum plano de contingência para a eventual necessidade de proteger os cidadãos portugueses naquele país, Luís Amado afirmou que «as embaixadas portuguesas junto das comunidades têm sempre essa preocupação e essas orientações».
Joanesburgo vive desde há uma semana uma onda de violência contra imigrantes, que os sul-africanos acusam de contribuírem para o elevado índice de desemprego e do custo de vida.
Até ao momento, morreram 24 pessoas em consequência de ataques concertados que têm como principal alvo moçambicanos, zimbabueanos, etíopes, chineses e paquistaneses.