Apesar de não querer culpar ninguém, o coordenador da Rede Brasileira de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens (RENCTAS) afirmou à TSF, esta quarta-feira, que Portugal é uma das principais portas de entrada na Europa de comércio ilegal de animais selvagens do Brasil.
O coordenador da Rede Brasileira de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens (RENCTAS), Dener Giovanini, baseia-se em dados de um relatório que vai ser apresentado dentro de mês e meio, para dizer que os animais selvagens entram ilegalmente em Portugal por mar e via aérea.
Um alerta da RENCTAS que, com dois anos de existência, tem como principal função levantar as atenções sobre o problema do comércio ilegal de animais selvagens, que se vive à escala mundial.
Diz Dener Giovanini que as araras e outras aves de canto brasileiras são o principal alvo dos traficantes., uma vez que as quantias em jogo são bastante elevadas.
«Um único exemplar desta arara é comercializado no mercado ilegal por cerca de 60 mil dólares (mais de 13 mil contos)», informa o coordenador, em declarações à TSF.
O que realmente preocupa a RENCTAS é o facto de os traficantes de droga já terem descoberto este negócio lucrativo e, como tal, terem resolvido apostar nesta mina de ouro.
«Aqui no Brasil, cerca de 40 por cento das pessoas envolvidas com tráfico de animais também são oriundas do tráfico de drogas», afirma Dener Giovanini.
Os dados são revelados nesta primeira Conferência Sul-americana do Comércio Ilegal de Animais Selvagens, que decorre até amanhã, em Brasília.