A cidade espanhola Salamanca e a belga Bruges são as capitais europeias da Cultura do próximo ano. Os programas das duas cidades já estão em marcha.
O investimento de Salamanca para a Capital da Cultura não chega aos vinte milhões de contos (99, 7 milhões de euros). Um terço do dinheiro vai para a programação, o resto vai ser aplicado na requalificação de equipamentos.
O financiamento para as infra-estruturas é inteiramente assegurado pelo governo de José Maria Aznar mas há também algum investimento privado noutras melhorias pontuais.
O poder central prevê obras de reabilitação de um teatro, a construção de um centro de arte contemporânea, um pavilhão multiusos com capacidade para sete mil pessoas e uma sala de exposições.
Bruges com os olhos postos no futuro
Bruges vai começar a 20 de Fevereiro com a inauguração de uma nova sala de concertos. No total a cidade belga vai gastar apenas cerca de 5 milhões e meio de contos (27,4 milhões de contos).
Quanto à programação, a cidade referência da flandres tem um património histórico invejável mas a capital da cultura vai, em contradição, privilegiar a actualidade artística belga já com os olhos postos no futuro.
Salamanca aposta na música barroca
Os espanhóis abrem a iniciativa com um concerto de orquestra e cores e uma peça de teatro sobre a história de Salamanca. Mas durante dois dias vai haver animação de rua e fogo de artifício.
Ao longo do ano vai ser possível assistir a muitos concertos de música clássica, o barroco vai ser o género predominante. Estão até previstos alguns concertos com músicos portugueses.
Na música pop, os Ocean Color Scene e os Placebo são já duas bandas com presença assegurada e concertos esgotados.