Na cidade de Bam a prioridade, seis dias após o sismo, é atenuar os traumas psicológicos da população. O sistema de saúde continua a debater-se com grandes dificuldades, explicou um médico português à TSF.
Nesta altura quase ninguém acredita na possibilidade de serem encontrados sobreviventes.
Um dos médicos portugueses que estão em Bam desde segunda-feira diz que não faltam medicamentos nem material cirúrgico, mas as estruturas de saúde são demasiado frágeis.
«As coisas já estão todas mais organizadas, do ponto de vista da saúde é que continua uma grande confusão, uma vez que todas as estruturas de saúde e sanitárias ficaram destruídas», afirmou Miguel Oliveira.
Depois do sismo apenas um hospital semi-destruído ficou a funcionar em Bam.
«É esse que com duas salas, que no total têm apenas a mesma área que o nosso hospital de campanha ou seja cerca de quarenta metros quadrados, está a dar apoio a toda a população da cidade», acrescentou o médico.