Jazz Avenue entendeu que não era legítimo prolongar por mais tempo o muro de silêncio em torno de Scott Colley.
Há nomes que, merecendo-o, em vez de chegarem a todo o lado, ficam fechados como pequenos segredos.
Nomes que só alguns pequenos círculos aplaudem, porque as voltas do mercado os mantém afastados do seu público natural.
O contrabaixista Scott Colley é um desses exilados forçados da fama.
Em Portugal não é difícil ouvi-lo em discografias alheias, a começar pelos grupos de Jim Hall, mas encontrar os seus próprios discos já é outra história.
Mas depois da sua recente e brilhante passagem pela última edição do Guimarães Jazz, onde actuou como contrabaixista do Ensemble de um velho amigo, o saxofonista David Binney, Jazz Avenue entendeu que não era legítimo prolongar por mais tempo o muro de silêncio em torno de Scott Colley.
E para demostrar que a certeza de hoje não nasceu de repente, recuou na sua discografia e foi buscar um álbum com quatro anos e que assinalou a sua estreia como líder.
Um disco criado à base de composições originais do próprio Scott Colley que, entre outras cumplicidades, escolheu uma linha de três sopros habitada por David Binney, Donny McCaslin e Chris Potter.