Crónica de cinema: a vida dos Judas Priest deu um filme surpreendente
A Berlinale é conhecida pela sua aposta forte em documentários musicais. Este ano já há um triunfo forte: The Ballad of Judas Priest, de Sam Dunn e Tom Morello, precisamente o líder dos Rage Against The Machine. Um filme de um fã para os fãs de uma das instituições do heavy metal. O filme mostra os dramas de uma banda que sofreu de tudo, embora o pêndulo dramático desta narrativa seja toda a questão da afirmação homossexual do seu vocalista, Rob Halford, que esteve presente em Berlim.
The Ballad of Judas Priest é um filme para converter mesmo quem não é adepto da prática do headbanguing. Não tem data de estreia em Portugal.
De Singapura, na competição, uma surpresa que passa hoje: We Are All Strangers, de Anthony Chen, filmado com um grau de simplicidade tocante, um fresco sobre três famílias da cidade-ilha asiática que mostra a complexidade desta nação. Só é pena às vezes ter o tempo e o modo de uma série de plataforma.
E por Berlim hoje é dia da apresentação dos Shooting Stars, iniciativa da European Film Promotion para promover jovens atores. De Portugal, a escolhida é Cleo Diára, que em Cannes venceu o Prémio Un Certain Regard. Estive com ela e garantiu-me que está muito feliz com este reconhecimento. Em breve filma uma produção internacional ao lado de Nahuel Pérez Biscayart.
