Crónica de cinema: dia de desilusões na Berlinale
Na sexta-feira, o dia foi de deceções na competição, a maior delas veio da Tunísia, "À Voix Basse", de Leyla Bouzid, a história de uma mulher que volta à Tunísia para o funeral do tio e para assumir a sua orientação sexual.
O filme tem o problema de um certo complexo didático, sobretudo quando denuncia os crimes de homofobia do estado tunisino.
Também pouco entusiasmante "Everybody Digs Bill Evans", de Grant Gee, um biopic do famoso pianista de jazz, sobretudo centrado nos anos 60 e em toda a sua depressão causada pelo consumo de heroína. É um filme que não penetra na música, prefere antes a pose estilizada do retrato do "artista torturado".
E pela falta de filmes americanos, muitos são os que acham que a fase de lançar obras de majors nos festivais acabou. Os estúdios de Hollywood têm medo do escrutínio europeu. No ano passado, por exemplo, a Warner deu-se mal com "Mickey 17", ou a América a afastar-se cada vez mais de nós.
