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Gonçalo Delgado / Global Imagens
Houve um tempo em que, no dia de Reis, bater à porta do padrinho era sinónimo de receber presentes. E o que era a prenda? Fumeiro, claro.
É mais uma das tradições que se estão a perder. No século passado quem viva na região do Barroso, em Trás-os-Montes, nada recebia pelo Natal. O dia das prendas era o seis de janeiro, o Dia dos Reis.
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Por lá, com as cantigas das janeiras pelo meio, os padrinhos ofereciam aos afilhados chouriças, paio e outros produtos do fumeiro.
Foi sobre esta e outras tradições da região que falou João Barroso da Fonte, um profundo conhecedor das vivências daquela zona. Durante a conversa lá foi explicando que ter um padrinho lavrador, era garantia de melhores prendas.