Festival de Cannes: um imenso Martone e Jafar Panahi com a qualidade de sempre

Guillaume Horca Juelo/EPA
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A começar a entrar na reta final de Cannes 2025, um festival sólido, sem obras-primas, mas com filmes que vão marcar os próximos tempos, como, por exemplo, “Fuori”, de Mario Martone, o cineasta de O Rei do Riso, aqui a fazer um biopic sem amarras a fórmulas da escritora Goliarda Sapienza, uma bissexual que passou pela prisão e ficou amiga de delinquentes que a inspiraram. É um filme sereno, sereníssimo. Diria até que é o melhor trabalho deste italiano.
Mas muito aplaudido foi o iraniano Un Simple Accident, de Jafar Panahi, olhar sobre este Irão de hoje onde não se respira liberdade. O cineasta que tem filmado de forma clandestina apareceu em Cannes e foi saudado como um herói. É um filme cheio de ideias simples de cinema. Tão simples que até assustam.
A par da competição, no mercado há motivos de orgulho para Portugal. Vítor Pinheiro, do ICA, instituto do cinema, foi eleito o novo presidente da European Film Promotion.
Entretanto, no último terço da competição ainda há muita fé nas novas obras de cineastas como Joachim Trier e Kelly Reichardt, enquanto na quinzena dos cineastas há ainda o muito falado Sorry, Baby.
